Queridos irmãos e irmãs,

Jesus, no Evangelho de hoje (Lc 9, 1-6), dá autoridade e envia seus discípulos a proclamarem o Reino de Deus e a curar os enfermos, mas para isto era preciso estar disponíveis, sem apegos e seguranças humanas. Nosso Senhor pede que seus discípulos não levem nada pelo caminho e que apostem o sucesso de sua missão na providencia divina.

A mesma autoridade e envio são dirigidos a nós. O Catecismo da Igreja Católica exemplifica bem a nossa missão como discípulos missionários quando diz que: “somos enviados a libertar certas pessoas dos males terrestres da fome, da injustiça, da doença e da morte”. Este tipo de missão é urgente em nosso tempo e por isso a solidariedade deve ser uma constante em nossa vida, ainda mais num contexto onde o individualismo impera. É preciso darmos as mãos, pois são muitas as enfermidades que estão devastando o povo brasileiro. Enfermidades como a corrupção, abandono de incapaz, fome, desigualdade social, má distribuição de bens, educação familiar em baixa, sistemas de segurança; de saúde e escolaridade sem rumo.

O Catecismo nos diz que “os problemas só podem ser resolvidos com o auxílio de todas as formas de solidariedade: solidariedade dos pobres entre si, dos ricos e dos pobres, dos trabalhadores entre si, dos empregadores e dos empregados na empresa, solidariedade entre as nações e entre os povos”. Em suma, é da solidariedade que depende a paz mundial e a cura das enfermidades que nos tiram a dignidade.

Jesus, no Evangelho diz que enfrentaremos resistência, muitos não acolherão a Palavra de Deus e o jeito de ser cristão, mas é preciso sacudir a poeira do pé e seguir em frente, sem perder tempo, percorrendo todos os âmbitos da vida humana. Que nossa Mãe Maria e São José continuem a interceder por nós, pois a messe é grande e os comprometidos são poucos. Mãe do Perpétuo Socorro, rogai por nós.

Missionário Redentorista Pe. Donizete Araújo, C.Ss.R.

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