Estimados devotos e devotas,
Neste Mês Vocacional, sob a intercessão da Mãe de todas as vocações, celebramos a memória de Nossa Senhora Rainha. O Papa Pio XII, ao criar a memória de Nossa Senhora Rainha, em 1955, em sintonia com a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, convida-nos a refletir, rezar, aprofundar e celebrar a imagem da verdadeira rainha, segundo o Evangelho (Lucas 1,26-38), como aquela que serve. Nossa Senhora nos desvela e nos revela o sentido mais profundo de sua realeza, como servidora do Senhor: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1,38).  
Vemos, pois, a soberania de uma rainha posta a serviço, numa vida feita de dons e doação, disposta a construir-se através da relação de amor com outro. Essa singular imagem de rainha vai na contramão daquela figura clássica do nosso imaginário, que vemos nos meios de comunicação ou lemos nos livros, fundamentada nos sistemas monárquicos. A realeza de Nossa Senhora consiste em servir, isto é, coloca-se como serva do Senhor e permite que Deus faça nela a sua vontade.
Maria, que “conservava todas estas recordações e meditava em seu coração” (Lc 2,19.51), nos ensina profundamente o que é ser rainha, tendo como essência da sua vida a humildade e o amor à Palavra de Deus. “Em Maria, a Palavra de Deus se encontra em sua casa, de onde sai e entra com naturalidade. Ela fala e pensa com a Palavra de Deus; a Palavra de Deus se faz a sua palavra e sua palavra nasce da Palavra de Deus” (Documento de Aparecida, n. 271). 
A grandeza da sua realeza se deu no amor, na fé, nos dons compartilhados e expressou-se na humildade com os quais soube tão bem viver. Ela nos mostra a majestade de uma vida costurada e tecida pelos fios preciosos da Sagrada Escritura. É, pois, com essa compreensão de rainha e serva, Mãe do Príncipe da Paz, que somos chamados a viver a nossa vocação em saída missionária das boas novas do Reino.
Como Mãe, está sempre próxima, cheia de compreensão, intercessão e ternura. Como Rainha, nos aponta o reinado do amor, do cuidado, do carinho, indicando-nos o fruto bendito de seu ventre: Jesus. Que Nossa Senhora Rainha, no seu socorro perpétuo, acompanhe-nos constantemente pelas estradas da vida! Com ela digamos e professamos:
 “Faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1). Por ela acompanhados e guiados por seu exemplo de realeza, repitamos as palavras do profeta: “Eis-me aqui. Envia-me, Senhor!” (Is 6,8). (Com base em: Liturgia Diária Deus Conosco; site Dom Total; Documento de Aparecida; Liturgia da Palavra II, Paulus) 
 Por: Padre Francisco Santos Lima – Missionário Redentorista

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