Às vezes os evangelhos nos assustam com seu conteúdo. Cristo sempre ensinou o povo usando parábolas ou historinhas para que eles pudessem entender melhor seu ensinamento.
O ensinamento de Jesus nesse evangelho está sobre o dia de nossa morte e nosso encontro com Cristo Juiz. Na parábola o dono é Deus Pai e os empregados somos nós, os batizados.
Cristo ensina que no dia de nosso batismo fizemos com nosso Pai uma aliança para observar seus mandamentos, sobretudo, o amor a Deus e o amor ao próximo. O dono da casa, Deus, colocou em nossas mãos todas as graças que precisamos para poder acolher no fim da vida o dom da vida eterna na casa do Pai, sendo o empregado fiel. Mas aquele que não cumpriu a vontade de Dele, maltratando os outros empregados, foi o empregado infiel.
Quando o dono da casa chega para nós no momento da morte, Ele pode encontrar sinais do empregado fiel ou infiel.
O fiel receberá a vida eterna e o infiel a separação eterna de Deus.
Mas o que Cristo quis ensinar é que não devemos ter medo do julgamento após a morte, porque no fim quem determina graça ou perdição somos nós mesmos, durante a vida. Deus no julgamento simplesmente vai dizer – cumpriu ou não a aliança do batismo – amou ou não amou?
E o julgamento seria dependente de nossa resposta:
– “Sim amei” – e Deus dirá: “entre em minha casa por toda eternidade”.
Ou “Não, não amei” – então fica fora de minha casa por toda eternidade.
Nós determinamos a sentença e isto acontece durante a vida.
Rezemos que sempre estaremos cumpridores da aliança de amor do batismo e receberemos o dom da alegria eterna na casa do Pai.
Mãe do Perpétuo Socorro, rogai por nós.
Missionário Redentorista, Padre Lourenço Kearns.